Na assistência técnica industrial, uma visita técnica custa tipicamente entre R$ 120 e R$ 400, e o cálculo é: (horas da visita x custo da hora do técnico) + (quilômetros rodados x custo por quilômetro) + rateio de estrutura por atendimento. O que mais pesa não é a peça aplicada: é o tempo total e a distância.
A faixa é larga porque duas operações parecidas no organograma podem ter custos muito diferentes na rua. Abaixo está a conta aberta, para você fazer com os seus próprios números.
A fórmula do custo de visita técnica
| Componente | Como calcular | Exemplo |
|---|---|---|
| Hora do técnico | Salário + encargos + benefícios ÷ 176 h | R$ 38/h |
| Tempo da visita | Deslocamento + serviço + registro | 3 h |
| Deslocamento | Km rodados x custo por km | 45 km x R$ 1,50 = R$ 67,50 |
| Estrutura | Custo fixo do setor ÷ atendimentos no mês | R$ 25 |
| Custo da visita | (3 x 38) + 67,50 + 25 | R$ 206,50 |
Peças entram em separado, porque na maior parte dos contratos elas são repassadas ou cobertas pela garantia. Misturar peça no custo da visita atrapalha a comparação entre atendimentos.
O erro mais comum: esquecer o deslocamento
Quem calcula só a hora de serviço chega a números irreais. Veja o efeito da distância sobre o mesmo serviço de uma hora:
- Cliente a 5 km: 1,5 h total, R$ 7,50 de deslocamento. Custo aproximado de R$ 89.
- Cliente a 60 km: 3,5 h total, R$ 90 de deslocamento. Custo aproximado de R$ 248.
O mesmo serviço custa quase três vezes mais. É por isso que agrupar atendimentos por região muda o resultado do mês inteiro, e por que a ordem em que os chamados entram na agenda é uma decisão financeira.
Custo por Atendimento Técnico: o Guia de Quem Paga a Conta
A fórmula aberta do custo por visita, as três perdas que não aparecem na contabilidade e um plano de 60 dias para derrubar o custo sem mexer no time.
- A fórmula aberta do custo por visita, com exemplo preenchido para você comparar com a sua operação
- As três perdas que não aparecem na contabilidade: retrabalho, garantia sem prova e tempo de papelada
- Os cinco indicadores e um plano de 60 dias para o custo cair sem mexer no tamanho do time
Quanto do seu custo é retrabalho
Quando um chamado volta pelo mesmo problema, você paga a visita duas vezes e fatura uma. Em operações sem registro de causa, a taxa de retorno fica entre 10% e 30%.
Com 150 atendimentos por mês a R$ 206 e 20% de retorno, o retrabalho custa cerca de R$ 74 mil por ano. Esse é o número que costuma justificar o projeto inteiro de organização do pós-vendas.
Retrabalho não aparece na DRE com esse nome. Ele aparece como “custo de assistência maior que o previsto”, sem explicação ao lado.
Como reduzir o custo por atendimento
- Agrupe por região. Montar o dia por proximidade, e não por ordem de chegada, corta quilômetro sem cortar atendimento.
- Aumente a resolução na primeira visita. Técnico que chega sabendo o histórico e com a peça provável no carro resolve de uma vez.
- Registre a causa. Sem causa no fechamento, o defeito recorrente não aparece em relatório nenhum.
- Tire a papelada do caminho. O tempo de preenchimento e redigitação entra no custo da visita, mesmo sem ninguém somar.
- Separe preventiva de corretiva. Preventiva programada cabe no roteiro; corretiva de urgência quebra o dia inteiro.
Que sistema ajuda a controlar esse custo
Para acompanhar custo por atendimento é preciso que horas, quilômetros e peças sejam registrados no momento do serviço, não reconstruídos depois. Na prática isso exige ordem de serviço no celular do técnico e indicadores que saem do próprio registro.
O Altfor Service foi feito para esse recorte: o técnico fecha o atendimento no local, com peças e tempo, e o custo do chamado fica disponível no mesmo dia, por cliente e por equipamento.
Faça a conta com os seus números
O raio-X do pós-vendas pede seis informações que você já conhece e devolve o custo anual do retrabalho, da garantia sem comprovação e do tempo gasto em papelada, com a conta aberta para conferência.


